Onde a temperatura é maior do que a ideal

Produtores paulistas colhem safra de maçã

Variedade cultivada é a Eva, que se adapta melhor a regiões


Geraldo Van De Broek tem cerca de quatro mil pés da fruta. Ele, que também planta pêssego, ameixa, caqui e goiaba, começou a investir em maçã há oito anos. Teve alguns probleminhas na safra atual. Um deles foi o clima.

O agricultor Geert Van de Broek conta que o inverno foi seco e quente. Em agosto, esfriou bastante, choveu pouco e a polinização foi fraca.

Os produtores do sudoeste de São Paulo devem colher cerca de 1.200 toneladas de maçã. O município de Paranapanema (SP) é responsável por 60% dessa produção. E para a maçã alcançar o ponto que o consumidor gosta, e ser mais valorizada, alguns requisitos são importantes.

A fruta precisa ser bem vermelha, o tamanho deve ser parecido com o de um punho fechado e em um formato redondo. Além disso, quanto mais doce melhor, embora algumas variedades atraiam pelo sabor mais azedo.

Visitamos também uma fazenda com 25 mil pés de maçãs em São Miguel Arcanjo (SP). Todos são da variedade Eva. A expectativa é colher 500 toneladas até o final da safra, no começo de dezembro. E até que a quantidade poderia ser maior, caso o clima tivesse ajudado.

As frutas não cresceram de um jeito uniforme e, por causa disso, as menores precisam ser descartadas. O trabalho é feito manualmente, o que aumenta os custos.

Mas torcida não falta para que o resultado final seja bom, pelo menos em relação ao preço, que está diretamente ligado à produção de maçãs no sul do País.

O engenheiro agrônomo Adilson Tadeu Facchini diz que o ideal seria que o preço da caixa ficasse pelo menos entre R$ 25 e R$ 30. *G1

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